quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Paixão nacional,"Dilminha!"

Imagem: charge spon holz
Disponível :https://www.sponholz.arq.br

Considerando a dificuldade de separação do ambiente público e privado ao se relacionar com o outro o brasileiro ,  age pelo coração e pelo sentimento, preferindo as relações pessoais ao cumprimento de leis objetivas e imparciais em todos os espaços em que ele está inserido. No texto clássico de Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, buscou na história colonial as origens dos problemas nacionais. No capitulo 5 quando o historiador problematiza "O Homem Cordial " no contexto do período colonial explicando como se dava essa extensão de laços familiares, que deveria ser restrito ao lar do brasileiro,o desafio frente as relações de sujeitos presente nos dias de hoje seria as intencionalidades diversas,ou seja,  por trás desses modo de tratamento principalmente no emprego do “inho ” após o uso de  nomes próprios muitas vezes podem esconder relações de interesse ou ser interpretado de forma desrespeitosas, principalmente quando essa intimidade ocorre em pequeno espaço de tempo.
Atualmente esses atos tem trazido impactos que estão visíveis em atuações burocráticas do governo.Portanto pode-se concluir que no tocante a dificuldade entre os agentes públicos detentores de cargos de públicos conseguirem distinguir entre o público e o privado tornando suas ações baseadas em ambientes de  familiaridade e emoções conforme consta na charge.




Por: Ana Leal









  

O Jeitinho Brasileiro no Trânsito


O tal “jeitinho brasileiro”, tanto expresso na obra de Sergio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, no qual fala do homem cordial, no sentido da afetuosidade típica do povo brasileiro. Essa cordialidade é tida como inadequada, não seria se esta fosse expressada no ambiente privado, entre amigos e familiares, mas essa afabilidade está também na esfera pública, um vício a que se acostumou e que induz algumas pessoas ao erro, já que passa por cima de normas e leis estabelecidas, a exemplo disso são as imprudências cometidas no trânsito. 
Medidas fiscalizatórias são tomadas pelo estado, novas leis são criadas, como a lei seca, mas os índices de acidentes no transito continua expressivos. Coisas básicas como utilização de sinto de segurança, estacionar em local devido, não ultrapassar o sinal de trânsito, não realizar ultrapassagens quando não há uma distância devida, não falar em celular e entre outras coisas, são explicitamente negligenciadas.
O tipo cordial para Olanda é uma herança portuguesa, reforçada por traços das culturas negra e indígena, sendo estes individualistas, avesso a hierarquia, arredio a disciplina, desobediente as regras sociais, não sendo um perfil adequado para a vida civilizada numa cidade democrática e com normas de convivências.




Por Priscila Paixão e Denise Barbara

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Carnaval pra quem ?

Ao ver esse vídeo é possível discutir e problematiza-lo de diferentes maneiras, principalmente fazendo relação com as obras de  Oliveira Vianna, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda,  autores do  séc XX. Através das obras dos autores é se pode compreender a contínua  construção das relações sociais entre os indivíduos com base no contexto do período colonial.

A musica cantada pela artista Claudia Leite onde em seu refrão fala de "Paz, Carnaval e Futebol ", se faz possível fazer uma análise doesse trecho da música que se faz uma explicita valorização do carnaval e do futebol.

disponível: https://www.youtube.com/watch?v=YbU687vBhq8 



Em outros países o brasil é reconhecido como o lugar da felicidade e da harmonia, camuflando as desigualdades que a aqui impera desde o período colonial, onde os negros eram utilizados como mão de obra escrava pelos os senhores das casas grande.

O carnaval do Brasil atraí milhões de pessoas de toda parte do mundo, a alegria que é passada através da mídia suscita sonhos para participação desta grande festa. Mas é importante pontuar que o carnaval é uma festa excludente, onde quem se diverte é quem tem dinheiro para pagar, não sendo assim a realidade dos que aqui residem, pois para a maioria destes, o que resta são as cordas que os excluem, ou essas cordas que são seguradas por estes indivíduos pobres, negros e favelados. Para eles o carnaval é o período de garantir algum lucro através do trabalho informal com as vendagens de água, cerveja, churrasquinhos e etc.
Então nos perguntamos, paz para quem, já que a violência no carnaval possui  índices alarmantes !? Carnaval para quem, já que as cordas são excludentes?! E porque no Brasil tudo tem que se resumir em carnaval e futebol, se a edução não anda bem e o governo teima a divulgar melhorias no ensino a custa de analfabetos funcionais. 
Nessa relação desigual está o pobre, negro e favelado, assim como no período colonial estava o negro, escravo e o pelourinho no patio da casa grande.
Por: Ana Barreto Leal e Priscila Paixão

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Garota De Ipanema

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça

É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar



Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar



Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha



Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor



Ao ler esta música,eu vejo a reprodução de uma sociedade patriarcalista de base escravista, conforme Gilberto Fryre, a mulher ela é vista, em específico as negras, como fonte de inspiração a satisfação e prazer sexual, a mulher ela é linda para atender a estes tipos de desejos,dizer que o andar "balançar" da mulher é mais que um poema...,isso não tem nada de poema, é pura e simplesmente uma reprodução machista de uma sociedade que tenta se fazer presente cotidianamente, e manter a mulher num patamar de subserviência na sociedade, aqui um serviço de prazer.

Por Paula Suzane
    Graduanda em Serviço Social da UFBA. 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Jeitinho Brasileiro



Compositor: Thay / Mo / Nani / Jujuba

Verso 1:
É tão fácil se fazer de injustiçado
Quando é você que está sendo explorado
Mas se estiver com o poder na mão
É o primeiro a fazer uso da exploração

Verso 2:
De que vale sonhar com o fim da corrupção
Se é dominado pela própria ambição
Não adianta querer que a igualdade prevaleça
Se quando tiver no poder, deixar que suba a cabeça

Refrão:
Aquele velho jeitinho brasileiro, ambicioso e
golpista
Que não perde a chance de se dar bem
Mesmo tendo que passar por cima de alguém
Aquele velho jeitinho brasileiro, mentiroso e egoísta
Alienado pelo que a mídia estabelece
O povo acomodado tem o governo que merece

Verso 3:
Anda com a bíblia embaixo do braço
Diz que é coisa do diabo quase tudo o que eu faço
Mas se for pra ajudar um moleque oprimido
Nem sequer olha pro lado e ainda chama de bandido

Verso 4:
E se ele se esforçasse pro futuro da nação
Tanto quanto se esforça em se manter na corrupção
E se se importasse com o abuso do poder
Tanto quanto se importa com a final do bbb

Final:
Individualismo, comodismo e cabeça vazia
Seja bem vindo ao país da hipocrisia
Protesta que o mundo tá virando um lixão
Mas não pensa duas vezes em jogar papel no chão
Diz que o capitalismo é o foco do problema
Mas teu consumismo fortalece o sistema
Reclama dos políticos e do mensalão
Mas acha carteira na rua já vai passando a mão
Pede na igreja menos violência na favela
Mas a violência sustenta teu vício
E é teu vício que sustenta ela.

Link: http://www.vagalume.com.br/rock-roach/jeitinho-brasileiro.html#ixzz2qrZw4pFw.



Ao lê os verso dessa canção, construí uma opinião, ser brasileiro não é fácil não, pois a identidade construída do povo dessa nação tem  suas bases em muitos “não”. Não é o de negar e sim o de não consolidar. Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre e Oliveira Viana, buscaram em algumas de suas obras compor, desmitificar e consolidar a identidade do brasileiro, mas mesmo tendo contado com o universo desses autores, ainda não consigo compreender essa identidade, que é única, mas tem sua gênese a influências de diversos povos. O brasileiro apresentado na canção acima ao mesmo tempo em que eu o reconheço, eu não o identifico, pois acredito que ser brasileiro é muito mais que ser um sujeito “ambicioso e golpista, que não perde tempo e a chance de se dar bem, mesmo tendo que passar por cima de alguém”.
Não existe para mim, uma única identidade nacional, ser brasileiro é viver e estar em constante metamorfose, é ter característica próprias e coletivas, é ser o malandro, mas também é ser o ingênuo. O brasileiro se reconhece e se desconhece o tempo todo, pois ser brasileiro como já foi citado não é fácil não.
Reflitam comigo, comente, curta e construam nesse blog sua opinião sobre a identidade nacional.

Por Michelle de Assis da Rocha

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ser brasileiro... O quê? Ser brasileiro!

Ser brasileiro não é só nascer no Brasil, é uma construção ideológica- política- cultural. A formação da identidade nacional de um povo não surge do nada, ela é um composto de elemento que figura e desfigura o sujeito.  Ser brasileiro não é só nacionalmente ser reconhecido como tal, é vê sua identidade pessoas se confundir com os mitos da brasilidade, com as culturas e histórias da formação nacional, mas esses elementos não são fixos, eles de adaptam conforme a região do país, em todos os becos e vielas das cidades de um país de dimensão continental como o BRASIL, o seu povo tem um jeitinho de ser, de falar, de pensar e de compreender o que é ser brasileiro, que é único para cada sujeito, ou melhor, para cada grupo de brasileiro.


Michelle de Assis da Rocha
Graduanda em Serviço Social - UFBA