O tal “jeitinho brasileiro”, tanto expresso na obra de Sergio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, no qual fala do homem cordial, no sentido da afetuosidade típica do povo brasileiro. Essa cordialidade é tida como inadequada, não seria se esta fosse expressada no ambiente privado, entre amigos e familiares, mas essa afabilidade está também na esfera pública, um vício a que se acostumou e que induz algumas pessoas ao erro, já que passa por cima de normas e leis estabelecidas, a exemplo disso são as imprudências cometidas no trânsito.
Medidas fiscalizatórias são tomadas pelo estado, novas leis são criadas, como a lei seca, mas os índices de acidentes no transito continua expressivos. Coisas básicas como utilização de sinto de segurança, estacionar em local devido, não ultrapassar o sinal de trânsito, não realizar ultrapassagens quando não há uma distância devida, não falar em celular e entre outras coisas, são explicitamente negligenciadas.
O tipo cordial para Olanda é uma herança portuguesa, reforçada por traços das culturas negra e indígena, sendo estes individualistas, avesso a hierarquia, arredio a disciplina, desobediente as regras sociais, não sendo um perfil adequado para a vida civilizada numa cidade democrática e com normas de convivências.
Por Priscila Paixão e Denise Barbara

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