segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Carnaval pra quem ?

Ao ver esse vídeo é possível discutir e problematiza-lo de diferentes maneiras, principalmente fazendo relação com as obras de  Oliveira Vianna, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda,  autores do  séc XX. Através das obras dos autores é se pode compreender a contínua  construção das relações sociais entre os indivíduos com base no contexto do período colonial.

A musica cantada pela artista Claudia Leite onde em seu refrão fala de "Paz, Carnaval e Futebol ", se faz possível fazer uma análise doesse trecho da música que se faz uma explicita valorização do carnaval e do futebol.

disponível: https://www.youtube.com/watch?v=YbU687vBhq8 



Em outros países o brasil é reconhecido como o lugar da felicidade e da harmonia, camuflando as desigualdades que a aqui impera desde o período colonial, onde os negros eram utilizados como mão de obra escrava pelos os senhores das casas grande.

O carnaval do Brasil atraí milhões de pessoas de toda parte do mundo, a alegria que é passada através da mídia suscita sonhos para participação desta grande festa. Mas é importante pontuar que o carnaval é uma festa excludente, onde quem se diverte é quem tem dinheiro para pagar, não sendo assim a realidade dos que aqui residem, pois para a maioria destes, o que resta são as cordas que os excluem, ou essas cordas que são seguradas por estes indivíduos pobres, negros e favelados. Para eles o carnaval é o período de garantir algum lucro através do trabalho informal com as vendagens de água, cerveja, churrasquinhos e etc.
Então nos perguntamos, paz para quem, já que a violência no carnaval possui  índices alarmantes !? Carnaval para quem, já que as cordas são excludentes?! E porque no Brasil tudo tem que se resumir em carnaval e futebol, se a edução não anda bem e o governo teima a divulgar melhorias no ensino a custa de analfabetos funcionais. 
Nessa relação desigual está o pobre, negro e favelado, assim como no período colonial estava o negro, escravo e o pelourinho no patio da casa grande.
Por: Ana Barreto Leal e Priscila Paixão

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