domingo, 9 de fevereiro de 2014

ORGULHO BAIANO



A polêmica envolvendo a Música "Lepo Lepo", dos compositores: Magno Sant' anna e Felipe Escandurras e Cantado pelo grupo baiano Psirico, despertou em mim uma curiosidade, que me fez observar o comportamento dos meus conterrâneos, pois como eles defendo e tenho orgulho do que é da Bahia, mas procuro estender esse comportamento ao cotidiano das minha relações. 
vou explicar melhor a polêmica e o que quero dizer sobre o orgulho baiano. O  cantor Sertanejo Cristiano Araújo de Goiânia, gravou uma versão da música "Lepo Lepo", e a lançou nas redes sociais, dizendo que essa seria a sua música do carnaval e a partir dai a polêmica estava em cena, pois o grupo psirico da Bahia, ficou incomodado com a versão e com o sucesso desta, pois esta música na versão original é a aposta do psi para o carnaval também, mas não é a polêmica em si que chamou minha atenção e sim a defesa que foi feita em prol do psirico. 
Baianos anônimos e famosos se manifestaram através das mídias em favor do grupo baiano, usando muitas vezes a frase "o lepo lepo é do psi, o lepo lepo é da Bahia" , essa cordialidade, esse orgulho, essa defesa coletiva, desperta um sentimento de pertencimento e de unidade. O baiano  protege e defende  as "coisas" da Bahia, quando há um "ataque" externo, é uma luta árdua... pois baiano que é baiano não deixa um não baiano passar por cima de um baiano, e é ai que esta o x da questão, essa defesa, esse sentimento só se manifesta  muita vezes quando o atacado é um famoso,  ou quando o ataque é feito a um  dos nossos símbolo culturais, no cotidiano das nossa relações, não nos tratamos com respeito, não nos vemos como iguais, não samos solidários uns com os outros. Não que eu seja contra a defesa dos nossos ídolos e símbolos, mas  me pergunto, por que não fazer isso com o meu vizinho, com meu conterrâneo desconhecido? será que só podemos ter orgulho baiano, quando este é contra um não baiano? eu acho que não! pois mesmos sabendo e convivendo com a precaridade social, econômica, educacional do meu estado, tenho orgulho de meu povo, dessa gente que luta e não esmorece, que sorri, mesmo que só tenha motivo para chora. 

Por Michelle de Assis da Rocha

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O Brasil se curva diante das exigências arbitrárias da FIFA: a lei Geral da Copa!!!


            

         A FIFA, associação de direito privado, pediu mais rapidez para o Congresso Brasileiro aprovar a Lei Geral da Copa, que mesmo estando em período de férias, fizeram uma reunião às pressas com a finalidade de atender prontamente tal solicitação.
Em resposta ao secretário – geral da FIFA, que comparou a Lei Geral da Copa no Brasil a um parto, devido às inúmeras dificuldades que eles “julgam enfrentar” para a realização do evento “extremamente importante” como a Copa do Mundo em um país com tantas outras questões urgentes para serem resolvidas, a jornalista Raquel Sheherazade comentou: “O Brasil não pede demais. O Brasil, exige o cumprimento de suas leis, como a que proíbe a entrada de bebidas alcoólicas nos estádios, exige a garantia dos direitos conquistados pelos torcedores, como a meia-entrada e não é “preciosismo” não, é uma questão de soberania nacional mesmo, porque nós não somos só o país do futebol, somos antes de tudo uma nação”.
Ressalte-se que tal prerrogativa divulgada sobre o Brasil como o "país do futebol" não deve servir de subterfúgio para utilizar valores altíssimos para custear uma copa do mundo em detrimento de direcionar recursos públicos para as áreas da saúde, educação, habitação, emprego e renda e tantas outras políticas que deveriam atender prioritariamente às necessidades básicas da população. 
A Lei nº 12.663, de 5 de junho de 2012, dispõe sobre as medidas relativas à Copa das Confederações Fifa 2013 e Copa do Mundo de 2014.
Tal lei demostra a concordância do Brasil ante as exigências da FIFA, como:  a autorização para, com exclusividade, divulgar suas marcas, distribuir e vender; delimita os limites das áreas de exclusividade relacionadas aos locais oficiais de competição que serão tempestivamente estabelecidos pela autoridade competente, considerados os requerimentos da Fifa ou de terceiros por ela indicados.
Mais um absurdo consta no capítulo IV, quando a FIFA responsabiliza civilmente o Brasil por qualquer “dano” que surgir, conforme descreve os seguintes artigos:
Art. 23. A União assumirá os efeitos da responsabilidade civil perante a Fifa, seus representantes legais, empregados ou consultores por todo e qualquer dano resultante ou que tenha surgido em função de qualquer incidente ou acidente de segurança relacionado aos eventos, exceto se e na medida em que a Fifa ou a vítima houver concorrido para a ocorrência do dano.
Parágrafo único. A União ficará sub-rogada em todos os direitos decorrentes dos pagamentos efetuados contra aqueles que, por ato ou omissão, tenham causado os danos ou tenham para eles concorrido, devendo o beneficiário fornecer os meios necessários ao exercício desses direitos.
Art. 24. A União poderá constituir garantias ou contratar seguro privado, ainda que internacional, em uma ou mais apólices, para a cobertura de riscos relacionados aos eventos.
Depois do acima exposto, cabe problematizarmos sobre a Copa do mundo questionando: É este o país que queremos? Porque nossos governantes se aliam ao capital internacional da FIFA com tanta subserviência? Quais são as reais vantagens para a população brasileira de um evento como esse? Quem poderá comprar os ingressos com valores exorbitantes???

Obs.: A Lei Geral da Copa encontra-se disponível em:http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/9990/lei_geral_copa.pdf?sequence=1.

O Futebol na Construção da Identidade Nacional


          É inegável a paixão que o povo brasileiro tem pelo futebol, esse esporte que atualmente é bastante democrático é um dos instrumentos mais importantes para a construção da identidade nacional.
Alguns autores relatam que não é só a existência de um Estado para que exista seus “cidadãos”, mas é preciso algo que os unifiquem, algo que os tornem pertencente a esta nação. Esse objeto/instrumento que venha ser coletivamente criado por todos e que os tornem iguais em qualquer situação.
O futebol foi esse objeto/instrumento utilizado no contexto brasileiro para a criação da identidade nacional.
A princípio o futebol era um esporte somente praticado pela elite brasileira, quando os filhos das famílias abastadas viajavam ao exterior, aprendia sobre o esporte e na volta ao Brasil os praticavam como forma de manter seu status na sociedade. Entre a década de 30 houvesse a necessidade de criar uma ideário nacionalista e este esporte foi difundido por todas as classes sociais a fim de construir uma identidade nacional.
Hoje, a maioria da população brasileira nos jogos torce pela vitória do seu país. Pessoas que nunca se viram ou até entre os familiares, se reúnem para assistir ao jogo da seleção.
Entretanto não é só assistir, é torcer com efervescência a cada drible, a cada passe, a cada gol como se cada vitória fosse uma conquista de uma batalha. E nesse momento todos são iguais, todos são brasileiro, independentemente de sua etnia, religião ou orientação sexual.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Democradura !!

                                 Imagem: Página de Jornal A Nova Democracia
Disponivel: www.facebook.com/photo.php?fbid=581389648597374&set=a.288492381220437.66632.187051701364506&type=1&theater

A "democradura" pode ser compreendida como um  regime de democracia com fortes laços vinculados as ações vistas no período de ditadura militar , é nesse sentido que essa proposta pretende contribuir, para reflexão dos sujeitos que não tem direitos de se mobilizar ; ou seja que "apenas acreditam que vivem em democracia", pois é uma democracia velada a qualquer custo.
Aprendeu-se que o problema racial brasileiro pode ser analisado em diferentes aspectos, seja na ideia disseminada de Brasil como paraíso racial ou na ideia de sociedade pluri- racial em contraste com a sociedade de democracia racial idealizada por outros países.
Embora Gilberto Freyre não tenha usado  conceito acadêmico  de "democracia racial" em seus escritos, mas é ele  quem protagoniza a discussão da temática.
A produção teórica do autor em relação do período colonial, contribuiu para  a figura do "paraíso racial" brasileiro.
Segundo ele," a miscigenação foi resultado de um relacionamento benéfico e espontâneo entre português, mulheres africanas e indígenas ."



Por: Ana Leal

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Vou-me Embora pra Pasárgada (Manuel Bandeira)



Vou-me Embora pra Pasárgada
(Manuel Bandeira)


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei
                                                Vou-me embora pra Pasárgada



Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive



E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar




Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro

De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar



E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der

Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada.




                                                                                                                       por: Paula Suzane

    Graduanda em Serviço Social da UFBA.


  

        Ao ler este poema, me remete muito a um Brasil que quer facilidade com pouco trabalho, ou sem nenhum, que usa da posição social alheia para levar vantagem, a todo instante precisa estar próximo de alguém "influente", precisa de um "amigo". que idealiza a "perfeição" da vida ao ser, ao ter ,ao possuir, ser amigo do rei, ter vida fácil com mulheres para lhe servir, seja contando história( para curar seu cansaço)  seja lhe servindo na cama. podemos ver uma sociedade patriarcalista, em que sempre o homem é o centro no alto de um pedestal, que precisa  ser servido em todos os sentidos.
      Este poema ele fala de um lugar perfeito com tudo que um homem pode precisar, assim imagina muitas pessoas, imagina que só pode ser feliz se for em outro lugar, que seu país não pode oferecer mais nada além de favores, vantagens e tantas outras coisas e que é preciso fugir daqui para ser feliz. 

 
  

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sociedade Patriarcalista

imagem: moça,você machista

   Desde de sempre a sociedade tenta modelar o comportamento das mulheres para serem submissas aos homens.
  As mulheres não chegam a ser proibidas de pensar ou de formular ideias e pensamentos, mas desde bem pequenas são carregadas de informações para se comportarem como desejam e impõem a instituição familiar. São delegadas a elas, papeis sociais nos quais elas aparecem sempre como coadjuvantes das suas próprias vidas sendo sufocadas, oprimidas e limitadas nas em "ações" que foram historicamente construídas pela sociedade, como por exemplo: os afazeres domésticos, os cuidados como os filhos e lar, sem falar na submissão ao marido.
  Desde criança as meninas são criadas para atuar na esfera privada, até mesmos nas brincadeiras são incentivadas a se comportarem a restringir seus círculo de amizades, já no que se refere aos meninos são incentivados a explorarem a esfera pública com brincadeiras nas ruas, que gera consequentemente um maior nível de socialização.
   Autores como Oliveira Vianna, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda dentre outros analisam esse fenômeno da família patriarcal como em linhas gerais sendo herança do sistema escravista, que houve no Brasil por muitos anos.
   Atualidade, na realidade Brasileira este tipo de sociedade ainda se perpetua, apesar do movimento feminista, ao analisar a desigualdade social que acomete as mulheres, terem feito diversas críticas ao patriarcado, pregando a necessidade de sua eliminação para que a desigualdade entre homens e mulheres seja reduzida, e se possa criar uma sociedade mais igualitária e menos discriminatória e exploradora, fica evidente que o lado conservador da sociedade ainda tentam manter esse modelo de sociedade. 

Por: Isa Hannah

   

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Paixão nacional,"Dilminha!"

Imagem: charge spon holz
Disponível :https://www.sponholz.arq.br

Considerando a dificuldade de separação do ambiente público e privado ao se relacionar com o outro o brasileiro ,  age pelo coração e pelo sentimento, preferindo as relações pessoais ao cumprimento de leis objetivas e imparciais em todos os espaços em que ele está inserido. No texto clássico de Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, buscou na história colonial as origens dos problemas nacionais. No capitulo 5 quando o historiador problematiza "O Homem Cordial " no contexto do período colonial explicando como se dava essa extensão de laços familiares, que deveria ser restrito ao lar do brasileiro,o desafio frente as relações de sujeitos presente nos dias de hoje seria as intencionalidades diversas,ou seja,  por trás desses modo de tratamento principalmente no emprego do “inho ” após o uso de  nomes próprios muitas vezes podem esconder relações de interesse ou ser interpretado de forma desrespeitosas, principalmente quando essa intimidade ocorre em pequeno espaço de tempo.
Atualmente esses atos tem trazido impactos que estão visíveis em atuações burocráticas do governo.Portanto pode-se concluir que no tocante a dificuldade entre os agentes públicos detentores de cargos de públicos conseguirem distinguir entre o público e o privado tornando suas ações baseadas em ambientes de  familiaridade e emoções conforme consta na charge.




Por: Ana Leal









  

O Jeitinho Brasileiro no Trânsito


O tal “jeitinho brasileiro”, tanto expresso na obra de Sergio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, no qual fala do homem cordial, no sentido da afetuosidade típica do povo brasileiro. Essa cordialidade é tida como inadequada, não seria se esta fosse expressada no ambiente privado, entre amigos e familiares, mas essa afabilidade está também na esfera pública, um vício a que se acostumou e que induz algumas pessoas ao erro, já que passa por cima de normas e leis estabelecidas, a exemplo disso são as imprudências cometidas no trânsito. 
Medidas fiscalizatórias são tomadas pelo estado, novas leis são criadas, como a lei seca, mas os índices de acidentes no transito continua expressivos. Coisas básicas como utilização de sinto de segurança, estacionar em local devido, não ultrapassar o sinal de trânsito, não realizar ultrapassagens quando não há uma distância devida, não falar em celular e entre outras coisas, são explicitamente negligenciadas.
O tipo cordial para Olanda é uma herança portuguesa, reforçada por traços das culturas negra e indígena, sendo estes individualistas, avesso a hierarquia, arredio a disciplina, desobediente as regras sociais, não sendo um perfil adequado para a vida civilizada numa cidade democrática e com normas de convivências.




Por Priscila Paixão e Denise Barbara

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Carnaval pra quem ?

Ao ver esse vídeo é possível discutir e problematiza-lo de diferentes maneiras, principalmente fazendo relação com as obras de  Oliveira Vianna, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda,  autores do  séc XX. Através das obras dos autores é se pode compreender a contínua  construção das relações sociais entre os indivíduos com base no contexto do período colonial.

A musica cantada pela artista Claudia Leite onde em seu refrão fala de "Paz, Carnaval e Futebol ", se faz possível fazer uma análise doesse trecho da música que se faz uma explicita valorização do carnaval e do futebol.

disponível: https://www.youtube.com/watch?v=YbU687vBhq8 



Em outros países o brasil é reconhecido como o lugar da felicidade e da harmonia, camuflando as desigualdades que a aqui impera desde o período colonial, onde os negros eram utilizados como mão de obra escrava pelos os senhores das casas grande.

O carnaval do Brasil atraí milhões de pessoas de toda parte do mundo, a alegria que é passada através da mídia suscita sonhos para participação desta grande festa. Mas é importante pontuar que o carnaval é uma festa excludente, onde quem se diverte é quem tem dinheiro para pagar, não sendo assim a realidade dos que aqui residem, pois para a maioria destes, o que resta são as cordas que os excluem, ou essas cordas que são seguradas por estes indivíduos pobres, negros e favelados. Para eles o carnaval é o período de garantir algum lucro através do trabalho informal com as vendagens de água, cerveja, churrasquinhos e etc.
Então nos perguntamos, paz para quem, já que a violência no carnaval possui  índices alarmantes !? Carnaval para quem, já que as cordas são excludentes?! E porque no Brasil tudo tem que se resumir em carnaval e futebol, se a edução não anda bem e o governo teima a divulgar melhorias no ensino a custa de analfabetos funcionais. 
Nessa relação desigual está o pobre, negro e favelado, assim como no período colonial estava o negro, escravo e o pelourinho no patio da casa grande.
Por: Ana Barreto Leal e Priscila Paixão

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Garota De Ipanema

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça

É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar



Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar



Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha



Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor



Ao ler esta música,eu vejo a reprodução de uma sociedade patriarcalista de base escravista, conforme Gilberto Fryre, a mulher ela é vista, em específico as negras, como fonte de inspiração a satisfação e prazer sexual, a mulher ela é linda para atender a estes tipos de desejos,dizer que o andar "balançar" da mulher é mais que um poema...,isso não tem nada de poema, é pura e simplesmente uma reprodução machista de uma sociedade que tenta se fazer presente cotidianamente, e manter a mulher num patamar de subserviência na sociedade, aqui um serviço de prazer.

Por Paula Suzane
    Graduanda em Serviço Social da UFBA. 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Jeitinho Brasileiro



Compositor: Thay / Mo / Nani / Jujuba

Verso 1:
É tão fácil se fazer de injustiçado
Quando é você que está sendo explorado
Mas se estiver com o poder na mão
É o primeiro a fazer uso da exploração

Verso 2:
De que vale sonhar com o fim da corrupção
Se é dominado pela própria ambição
Não adianta querer que a igualdade prevaleça
Se quando tiver no poder, deixar que suba a cabeça

Refrão:
Aquele velho jeitinho brasileiro, ambicioso e
golpista
Que não perde a chance de se dar bem
Mesmo tendo que passar por cima de alguém
Aquele velho jeitinho brasileiro, mentiroso e egoísta
Alienado pelo que a mídia estabelece
O povo acomodado tem o governo que merece

Verso 3:
Anda com a bíblia embaixo do braço
Diz que é coisa do diabo quase tudo o que eu faço
Mas se for pra ajudar um moleque oprimido
Nem sequer olha pro lado e ainda chama de bandido

Verso 4:
E se ele se esforçasse pro futuro da nação
Tanto quanto se esforça em se manter na corrupção
E se se importasse com o abuso do poder
Tanto quanto se importa com a final do bbb

Final:
Individualismo, comodismo e cabeça vazia
Seja bem vindo ao país da hipocrisia
Protesta que o mundo tá virando um lixão
Mas não pensa duas vezes em jogar papel no chão
Diz que o capitalismo é o foco do problema
Mas teu consumismo fortalece o sistema
Reclama dos políticos e do mensalão
Mas acha carteira na rua já vai passando a mão
Pede na igreja menos violência na favela
Mas a violência sustenta teu vício
E é teu vício que sustenta ela.

Link: http://www.vagalume.com.br/rock-roach/jeitinho-brasileiro.html#ixzz2qrZw4pFw.



Ao lê os verso dessa canção, construí uma opinião, ser brasileiro não é fácil não, pois a identidade construída do povo dessa nação tem  suas bases em muitos “não”. Não é o de negar e sim o de não consolidar. Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre e Oliveira Viana, buscaram em algumas de suas obras compor, desmitificar e consolidar a identidade do brasileiro, mas mesmo tendo contado com o universo desses autores, ainda não consigo compreender essa identidade, que é única, mas tem sua gênese a influências de diversos povos. O brasileiro apresentado na canção acima ao mesmo tempo em que eu o reconheço, eu não o identifico, pois acredito que ser brasileiro é muito mais que ser um sujeito “ambicioso e golpista, que não perde tempo e a chance de se dar bem, mesmo tendo que passar por cima de alguém”.
Não existe para mim, uma única identidade nacional, ser brasileiro é viver e estar em constante metamorfose, é ter característica próprias e coletivas, é ser o malandro, mas também é ser o ingênuo. O brasileiro se reconhece e se desconhece o tempo todo, pois ser brasileiro como já foi citado não é fácil não.
Reflitam comigo, comente, curta e construam nesse blog sua opinião sobre a identidade nacional.

Por Michelle de Assis da Rocha

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ser brasileiro... O quê? Ser brasileiro!

Ser brasileiro não é só nascer no Brasil, é uma construção ideológica- política- cultural. A formação da identidade nacional de um povo não surge do nada, ela é um composto de elemento que figura e desfigura o sujeito.  Ser brasileiro não é só nacionalmente ser reconhecido como tal, é vê sua identidade pessoas se confundir com os mitos da brasilidade, com as culturas e histórias da formação nacional, mas esses elementos não são fixos, eles de adaptam conforme a região do país, em todos os becos e vielas das cidades de um país de dimensão continental como o BRASIL, o seu povo tem um jeitinho de ser, de falar, de pensar e de compreender o que é ser brasileiro, que é único para cada sujeito, ou melhor, para cada grupo de brasileiro.


Michelle de Assis da Rocha
Graduanda em Serviço Social - UFBA